O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) está entre os transtornos mentais mais freqüentes, atingindo cerca de 2,5% da população. No TOC, uma pessoa é aprisionada por um padrão de pensamentos e comportamentos repetitivos, sem sentido, desagradáveis e extremamente difíceis de evitar.
Esses pensamentos podem produzir ansiedade, o que faz com que seu portadores recorram a compulsões, como por exemplo, lavar as mãos, contar, arrumar objetos interminavelmente buscando simetria, que realizados, produzem alívio temporário. Em geral, o TOC é uma doença crônica, que quando se agrava toma proporções altas, comprometendo as atividades dos portadores em casa, na escola ou no trabalho.
As preocupações que tornam o foco de um pensamento obsessivo estão intimamente relacionadas com a cultura na qual a pessoa vive. Dadas algumas determinações de nossa cultura, os principais temas que povoam as obsessões estão relacionados com as preocupações do mundo contemporâneo. Algumas pessoas têm medo de perder o ente querido, outras, medo de contaminar-se via contato com pessoas, agulhas, objetos utilizados por outras pessoas, sangue; outros mantêm rituais para que algo não aconteça com ele ou a um ente querido (exemplo: se eu não der 7 pulos toda manhã, após sair da minha cama, minha mãe pode morrer). Conforme decorremos pelos diferentes ambientes (empresas, escolas, parques, cinemas, entre outros), encontramos diferentes tipos de problemáticas que podem afetar um portador deste transtorno. A violência diária pode ser um grande desencadeador dos sintomas do TOC. Frente a assaltos, ou relatos de pessoas que foram assaltadas, algumas pessoas passam a desenvolver rituais de “checagem”, dentre eles, podemos citar: verificar portas, trancas, janelas, cadeados e correntes mais de uma vez, frente a uma “insegurança” obsessiva que empareia-se ao pensamento dos indivíduos. embora na maioria das vezes o TOC envolva o medo de que algo ruim aconteça, alguns dos rituais compulsivos não ocorrem por esta razão. A necessidade de arrumar e ordenar nem sempre envolve o medo de que algo de ruim aconteça; pode ocorrer, por exemplo, quando nos deparamos com uma pessoa que fica desconfortável frente à desorganização, bagunça, objetos fora do lugar, números ímpares, necessidades de colecionar coisas, jornais e revistas, recortes, papéis, e quando nós (médicos, psicólogos, amigos...) perguntamos por que esta pessoa faz isso, ela provavelmente não nos saberá responder, outras respondem apenas que um dia podem precisar. Podemos observar que a característica em comum, inicialmente, é que, em todas elas ao realizar um ritual ou uma compulsão, a pessoa sente um alívio temporário de seu mal-estar, seja por que a compulsão retirou a situação desconfortável ou ameaça presente, seja por que neutralizou algo de ruim que foi provocado pela obsessão. A atenção para este aspecto, é que esse “alívio” é rompido por uma nova obsessão, gerando um interminável “sobe e desce” de ansiedade e desconforto.Contribuições da terapia comportamental ao tratamento do TOC
A terapia analítico-comportamental associada à farmacoterapia são consideradas hoje as primeiras opções de tratamento ao TOC. Felizmente, na maioria das vezes essa associação terapia-farmacologia consegue atenuar ou eliminar completamente os sintomas obsessivos–compulsivos.


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