domingo, 7 de novembro de 2010

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A PSICANALISE CLINICA


1. Quais são as diferenças entre a psicanálise e as outras formas de terapia?


O psicanalista não prescreve medicamentos e também não dá conselhos, opiniões, sugestões, nem oferece soluções aos problemas do paciente. O trabalho é centrado na interpretação da transferência, ou seja, nas vivências emocionais que ocorrem no vículo estabelecido pela dupla paciente-analista. O processo analítico visa o desenvolvimento da percepção do analisando a respeito dos seus conflitos internos, de forma que, ao elaborá-los, ele se torne cada vez mais capaz de lidar com sua vida emocional.

2. Qual a formação do psicanalista?


Num instituto, monitorado pela Associação Psicanalítica Internacional (IPA), um psicanalista que geralmente é graduado como psicólogo ou psiquiatra, passa por um processo de aprendizagem e treinamento, que pode durar de 5 a 10 anos, quando ele deve completar:
- uma análise pessoal profunda;
- formação teórica ministrada por outros analistas;
- aprimoramento clínico sob a supervisão de um analista didata.

3. Qual é a frequência de sessões indicada?


De acordo com os estatutos da Associação Psicanalítica Internacional (IPA), independentemente do quadro psicopatológico, um analisando deveria fazer uma análise de 4 sessões semanais.

4. Por que o divã?

Ao deitar-se no divã, sem se distrair com a presença visível do analista, o analisando tem uma experiência emocional incomum, concentrando-se em seus processos mentais de uma forma muito mais profunda.

5. Qual a duração de uma análise?


O sofrimento psíquico, devido a antigos conflitos internos , será gradualmente elaborado quando, a partir de um intenso e longo trabalho de vivências emocionais cruciais, advier uma mudança estrutural que possibilite maior integração da vida emocional do analisando.

6. Quando uma análise é considerada terminada?

Se, ao invés de massivamente se utilizar de mecanismos de defesa para obliterar a percepção de seu mundo interno, o analisando atingir um estado de desenvolvimento emocional, no qual ele realmente deseje vivenciar e se responsabilizar pelos seus estados mentais (sentimentos, pensamentos, etc.), pode-se dizer que o processo analítico teve êxito.

Um comentário:

Anônimo disse...

gostei