quinta-feira, 13 de setembro de 2012

ANDERSON SILVA NO UFC RIO 3. Astro de emergência… ou de exibição PARA SALVAR O UFC RIO 3 - SPIDER NA ÁREA!

A escolha de Anderson Silva para enfrentar o norte-americano Stephan Bonnar e 'salvar' o card do UFC Rio martelou para valer a cabeça dos fãs no mundo todo.
O melhor lutador peso por peso do mundo contra um cara de relativo sucesso há sete anos (final do primeiro TUF, contra Forrest Griffin) e que depois não conseguiu mais estabelecer regularidade de atuações. Como a luta será na categoria meio-pesado (até 93kg), a hegemonia de Anderson nos médios - onde detém o cinturão desde 2006 - está preservada.

Os mais radicais ignoram os fatores emergenciais da coisa e encaram tudo com requintes de 'pão e circo', com críticas ferrenhas na postura do Spider, que aos 37 anos deveria escolher nomes de maior potencial para as últimas lutas da carreira.

De forma mais racional, dar para Anderson um adversário de risco reduzido, fortalecer sua fama como 'herói salvador' e reforçar ainda mais o moral com patrocinadores milionários pela exposição que terá com o combate foi a saída mais plausível para ambas as partes.
Na prática, nem nos sonhos mais demoníacos de Dana White as habilidades de Bonnar fazem frente às de Anderson. Como em toda luta, o fator 'tudo pode acontecer' sempre caminha junto, mas aqui o favoritismo é escarrado. É o que se chama no boxe de 'escada': desafios esporádicos contra adversários de menor expressão, com intuito de reforçar o cartel dos campeões absolutos. Comum na cultura no pugilismo, mas que ainda causa estranheza no MMA.

Contra qualquer tipo de oponente, Dana White sabe que o nome de Anderson, por si só, já configura atualmente grande atrativo. Ainda mais em território brasileiro, onde o Spider já atingiu o mesmo patamar de popularidade das maiores estrelas do futebol.


Após todo imbróglio com o cancelamento do UFC 151 e a rifa feita para saber quem enfrentaria Jon Jones na edição seguinte (22 de setembro), o chefão do Ultimate sabia que se outro evento causasse mais problemas em pouco tempo, a credibilidade da organização começaria a ser afetada de forma mais incisiva.

Pelas circunstâncias, Minotauro - que também aceitou lutar às pressas contra Dave Herman - e Anderson no mesmo card dentro do Rio de Janeiro esfria por ora os ânimos do grande - e mais novo - público (esse mesmo, menos iniciado, que assiste UFC pela Globo e que obviamente tem de ser sempre levado em conta). Por tudo o que aconteceu, os adversários são fatores de importância menor.

Muita gente pensou que Vitor Belfort x Jon Jones seria a coisa mais inusitada do ano no MMA. Anderson x Bonnar supera, com certeza, por bem ou por mal. De qualquer forma, o norte-americano ficará conhecido como 'o cara mais corajoso do ano'. Resta saber até que ponto valerá o novo/velho show.

E AI QUEM VAI FAZER UMA APOSTA?
 
vi no yahoo brasil

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