quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

.Educação Financeira: por que matricular seu filho em uma escola que tenha tal curso?

Há algum tempo, as escolas de Ensino Médio já perceberam a importância de oferecer em sua grade curricular a disciplina educação financeira. Os pais, por outro lado, podem ficar na dúvida sobre a real necessidade de matricular seus filhos em uma instituição que aborde durante as aulas o tema finanças pessoais.


Muitas vezes essa dúvida existe, pois os pais acreditam serem capazes de ensinar seus filhos sobre temas como despesas, economia doméstica e investimentos. No entanto, para o professor de educação financeira do Augusto Laranja, Igor Golinelli, nas aulas, o assunto é passado de uma forma sistematizada.

Consciência sobre o dinheiro

Dessa forma, o jovem aprende desde conceitos básicos de economia até formas de fazer seu dinheiro render. Nem sempre os próprios pais têm condições de explicar como funciona o universo financeiro e acabam abordando o assunto de forma errada.

Na prática, o adolescente precisa entender por que ele não pode comprar um determinado objeto e não simplesmente ter seu pedido recusado. Nas aulas, ao aprender como funciona um orçamento doméstico, o jovem começa a ter mais consciência sobre as finanças.

De acordo com a coordenadora pedagógica do colégio Santa Amália, Teresinha Kiataqui, esse tipo de disciplina é um “complemento ao trabalho dos pais”. É vantajoso também, pois nas escolas os jovens podem trocar experiências com outros jovens, praticar o que é ensinado e simular investimentos sempre com a supervisão de especialistas.
Troca de experiências

De acordo com Teresinha, essa interação e troca de experiências são muito positivas para o aprendizado. “Ele [aluno] consegue ver o quanto o outro conseguiu poupar, e o quanto ele conseguiu. Com isso, começa a lidar de uma forma diferente com o dinheiro”, diz. Já no ambiente familiar essa troca de experiências é um pouco mais restrita.

Além disso, por mais que os pais saibam como administrar seu orçamento, eles nem sempre têm condições de convencer seus filhos a dar atenção ao assunto. Nas escolas, longe da influência familiar, ele vê o assunto com outra perspectiva. Isso “facilita o trabalho dos pais”, diz Teresinha.

De acordo com o professor, os pais também devem avaliar muito bem a escola onde pretendem matricular seus filhos. Apenas oferecer a disciplina não é garantia de qualidade. É interessante saber mais sobre a proposta pedagógica do curso e o que a escola oferece além dele.

Por exemplo, observar se a escola exige algum tipo de trabalho de conclusão, e, caso afirmativo, veja se é possível ter acesso aos trabalhos das turmas anteriores para avaliar o que foi feito. Veja quais os temas que serão estudados durante o ano, se há visitas a instituições e realização de palestras.

As escolas normalmente levam os adolescentes à BM&FBovespa, trazem profissionais de mercado, inclusive que falam sobre empreendedorismo. De acordo com Golinelli e Teresinha, é recomendável que o jovem comece a ter esse tipo de aula durante o Ensino Médio. “É o momento em que eles estão se tornando mais autônomos em vários aspectos”, diz Teresinha.

Além disso, já estão maduros para entender sobre dinheiro e simular investimentos, por exemplo. “É uma idade em que eles têm certo discernimento sobre essas questões”, avalia Golinelli.

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